Instituto Hoju

Instituto Hórus, Cultura, Educação Integral e Desenvolvimento Humano

Educação e pesquisa

Em 1998, na Olaria, no Morro da Mangueira, um grupo mulheres (algumas ainda meninas) moradoras do local, acreditaram que poderiam resgatar coletivamente o direito de sonhar e realizar dos moradores daquela comunidade. Percorrendo um caminho orgânico, baseado no saber transmitido pelas matriarcas e dos mestres griôs da própria comunidade, iniciou-se uma história de conquistas e emancipação. Uma comunidade constituída em sua maioria por pessoas negras - descendentes de africanos e dos povos originários, ambos marcados pelo Holocausto Escravagista - em sua rica potência cultural, concedeu as bases necessárias para o nascimento do Instituto, estabelecendo importantes parcerias para seu fortalecimento e ações. ​ E foi exatamente a ontologia ancestral afro-pindorâmica, o "Sul", da formação estrutural do Instituto, nascido formalmente no dia 25 de Maio, dia dedicado a nossa Grande Mãe África, adotando o nome fantasia de Instituto Hoju. ​ No seio das mulheres negras da Mangueira o Hoju se nutriu e ampliou seus horizontes, buscando reconstituir sua ontologia, epistemologia e ética a partir das bases no cotidianos de lutas e vitórias da população afro-pindorâmica. No protagonismo das mulheres negras, homens e mulheres de todas as idades, formaram uma família, a família Hoju, feita de Nós para Nós. Assim surgiram: a ONG Meninas e Mulheres do Morro, composta por parte das voluntárias que atuavam em outras iniciativas na comunidade; Projeto Nêga Rosa, homenageia as cores do brasão da escola de samba da comunidade, e abriu caminho para o empreendedorismo e da Matergestão, marcas legadas do modelo de gestão dos sistemas matriarcais africanas a população afrodescendente em diáspora. Após 15 anos de experiências de gestão a partir das vivências cotidianas é criado o INSTITUTO HÓRUS, CULTURA, EDUCAÇÃO INTEGRAL E DESENVOLVIMENTO HUMANO, com o nome fantasia de INSTITUTO HOJU, uma organização do Terceiro Setor, sem fins lucrativos, tendo como base a Constituição Federal de 1988 e a Declaração Universal dos Direitos Humanos (adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) na Assembléia das Nações Unidas), desenvolvendo ações sistematizadas, no âmbito nacional, no resgate da memória em prol da valorização de povos africanos em diáspora e povos originários do território brasileiro.

Erica Portilho

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[Segunda-feira, 1 de Junho de 2020 às 00:05:07]